skip to main |
skip to sidebar
Georg Simmel
- Nasceu na Alemanha, filho de judeus
convertidos ao protestantismo – religião
em que Georg Simmel foi batizado. O fato
de vir de uma família com origem judaica,
mesmo que convertida, era motivo de
preconceito;
- Em virtude de tal preconceito e do fato
de ser um crítico dos valores dominantes em
sua época, só conseguiu o cargo de professor
contratado em tempo integral em 1914, apenas
quatro anos antes de morrer de câncer, em
1918. Antes disso, permaneceu durante muitos
anos como professor não contratado. Só
recebia se os alunos se inscrevessem nos seus
cursos. Ainda assim, suas aulas estavam
sempre repletas, pois era visto como um bom
professor e homem brilhante. Era assim que
ele conseguia algum ganho, apesar de seu
sustento vir muito mais de uma herança que
recebera pelo falecimento do seu tutor
(MORAES FILHO, 1983);
- Simmel não procurou criar uma grande
teoria. Na verdade, era a favor de escrever
ensaios (pequenos textos instigantes sobre
um tema) e por isso trabalhou os mais
diferentes temas, como: a ponte e a porta,
o adorno, o jarro, a coqueteria, a loso a
de uma forma geral (do dinheiro e do amor,
por exemplo), entre muitos outros;
- O mais importante é enfatizar que, de certa
maneira, por ser ex-judeu, Simmel sentia-se
um estrangeiro, pois era tratado como tal.
Dessa forma, os alunos poderão compreender
a importância do estrangeiro não apenas em
sua obra, como também em sua vida.
- O primeiro é que é preciso distinguir o viajante
do estrangeiro. O estrangeiro, para Simmel,
é aquele que chega e não vai embora. Logo,
não é um mero viajante. É a gura que se
muda de um lugar para outro, para ali residir,
e não o turista;
- Como estrangeiro, sua posição em relação
ao grupo é marcada pelo fato de não pertencer
ao grupo desde o início do mesmo ou desde
que nasceu;
- Destaca-se ainda a ambiguidade do estrangeiro
em relação ao grupo. Ele é um elemento do
grupo, mesmo que não se veja como um, ou
que não seja visto como parte dele pelos
demais membros. Ou seja, é um elemento
do conjunto, assim como são os indigentes
ou os mendigos e toda espécie de “inimigos
internos” (MORAES FILHO, 1983, p. 183).
Nenhum comentário:
Postar um comentário