terça-feira, 2 de setembro de 2014

conteúdo Deus e a Razão


Olá alunos!
Conforme combinamos, segue as explicações racionais da existência de Deus conforme o caderno do professor


Existem algumas provas racionais da existência de Deus. Vejamos, sucintamente, as principais:
Todos os povos têm religião; a existência de uma divindade é um consenso universal (consensus gentis).
O mundo tem uma ordem e deve haver uma inteligência ordenadora de todas as coisas (São tomás).
Tudo tem uma causa. Tudo o que foi causado pode causar outras coisas. Deve haver algo que causa as coisas, mas não foi causado por ninguém. Deus é a causa não causada (Aristóteles).
Todas as coisas estão em movimento e movimentam outras coisas. O movimento é a passagem do que é (ato) para aquilo que pode vir a ser (potência). Deve haver um ser que movimenta as outras coisas, mas não é movimentado por nada, o primeiro motor – ou o motor imóvel (Aristóteles).
Tudo o que é alguma coisa participa de outra melhor. Por exemplo, algo quente participa do fogo. Cada ser tem um grau de perfeição, como o fogo e o objeto quente. O limite máximo da perfeição é Deus; acima Dele não há nada melhor (São tomás).
Prova de São Tomás de Aquino – Cada ser precisa de algum outro para existir; esse ser é chamado de ser possível. Por exemplo, para existir, uma criança precisa de um pai edeumamãe.Opaieamãeprecisamde outros seres; estes, de outros, e assim por diante. Todas as coisas do mundo preci- sam de outro ser para existir. Mas há um ser que não precisa de ninguém para exis- tir; a ele nós chamamos de ser necessário. Se todos os seres do mundo precisam de outro para existir, deve haver, portanto, um ser que dê a existência ao mundo e ao mesmo tempo não precise de nada para existir; esse ser necessário é Deus.
fProva de Santo Anselmo – Aquilo a res- peito do que não conseguimos pensar nada de maior não pode estar apenas no intelecto. Afinal, o intelecto não ultra- passa essa ideia nem a contém. Então, se o intelecto não ultrapassa essa ideia, quer dizer que ela também está fora dele, na realidade. Como um copo que transborda com a água, há água dentro e fora do copo. Deus é o ser que nós não conseguimos pen- sar nada maior. Por isso, ele não pode ser apenas uma ideia; ele é uma realidade. 

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